Devia ser por volta das duas da madrugada. Minhas pernas tremiam sutilmente. As mãos encostavam uma na outra como se procurassem um lugar seguro. O olhar desviava, talvez por medo ou dúvida. Os sentimentos eram confusos e meu único desejo era que aquele momento acabasse.
Consegui perceber por um instante o frio em meu ombro descoberto pelo decote da blusa. Um arrepio se fez em meu corpo. O silêncio provocava em mim uma agonia inexplicável. Queria fechar os olhos e dormir ali mesmo, no vazio daquele carro.
As palavras voltaram a ocupar o espaço. No entanto, elas não soavam da melhor maneira possível. Eram sílabas perdidas, raciocínios interrompidos. Foi então que ouvi o sim que não esperava. Aconteceu.
Não foi uma resposta afirmativa a um pedido de casamento. Certamente não havia sininhos e estrelas ao nosso redor. Foi um sim de fim. Vocábulos parecidos, não acham? Naquela hora mais do que nunca, talvez eu mesma tenha ouvido fim na minha mente ao invés do sim baixinho pronunciado por ele.
Fiquei paralisada. Não era possível. Eu não podia acreditar. Eu não deveria acreditar. Foi então que senti. Nunca havia percebido tal sensação. As lágrimas vieram de forma avassaladora, porém o orgulho as impediu que caíssem. Se não fosse um momento tão triste eu diria que tinha sido divino.
Outra vez as palavras me faltaram. Como é possível, elas sempre me abandonam quando mais necessito delas. Fiquei lá parada, definitivamente imóvel, na tentativa de entender que aquilo não era verdade. Contudo, era real. Acredito que fiquei com pena de mim. Fiz um beiço involuntário. Não queria demonstrar as minhas fraquezas, porém era mais forte que eu. A mulher desabou e ali estava apenas a menininha, sozinha. Coitadinha.
8.9.07
26.8.07
Fase do saco cheio
Entrei em um período da minha vida em que não sei o que eu quero. Ou melhor, a cada momento desejo algo diferente. São muitas vontades e pouca oportunidade. Sinto como se os dias apenas passassem por mim. Espero o fim de semana, o próximo mês, uma data especial. No entanto, tais dias se desfazem de maneira quase imperceptível. Então eis que surge a questão: quando chega a hora de viver?
Estou quase no meio da minha faculdade e as inseguranças tomam conta de mim. O futuro parece tão incerto, tão perto e tão distante. Vivo em um misto de ansiedade e medo. Sim, temores me acompanham e por vezes não me deixam dormir. Chegam lentamente e de forma súbita. Resgatam a minha insegurança. Enlouquecem-me.
As palavras faltaram agora. Li o que escrevi acima e me perdi. Sendo assim, o texto é um reflexo de mim agora. Pequeno, contraditório e complexo. Essa sou eu. Pequena, contraditória e complexa. Coitados dos que me aturam.
Detalhe: Aprendemos que em um texto quando se faz uma pergunta devemos respondê-la. Perdão, não tenho uma solução para o questionamento feito acima. Terei que romper essa regra de redação.
Estou quase no meio da minha faculdade e as inseguranças tomam conta de mim. O futuro parece tão incerto, tão perto e tão distante. Vivo em um misto de ansiedade e medo. Sim, temores me acompanham e por vezes não me deixam dormir. Chegam lentamente e de forma súbita. Resgatam a minha insegurança. Enlouquecem-me.
As palavras faltaram agora. Li o que escrevi acima e me perdi. Sendo assim, o texto é um reflexo de mim agora. Pequeno, contraditório e complexo. Essa sou eu. Pequena, contraditória e complexa. Coitados dos que me aturam.
Detalhe: Aprendemos que em um texto quando se faz uma pergunta devemos respondê-la. Perdão, não tenho uma solução para o questionamento feito acima. Terei que romper essa regra de redação.
3.8.07
Saneamento Básico

O filme "Saneamento Básico", de Jorge Furtado, é surpreendente. A história envolve um grupo de pessoas que se une para construir uma fossa na cidade do interior em que vivem. No entanto, para que tal obra seja consolidada é necessário fazer um vídeo ficcional para ter acesso a uma verba do governo. O elenco é excelente e se demonstra em sintonia. Os atores conquistam o público e tornam as cenas da produção do curta-metragem hilárias. Fernanda Torres conduz com seu humor único o desenvolvimento da obra. Os cenários gaúchos são explorados de maneira intensa e admirável. As peculiaridades de uma cidade pequena são transpostas com total realidade, o que transfere vivacidade ao filme. Talvez em alguns momentos a história tenha se desviado da sua essência, porém a qualidade de “Saneamento Básico” como um todo é inquestionável.
30.7.07
Sobre partidas e saudade
Mais uma vez a mala está sobre a cama. Aberta e com poucas peças de roupa dentro ela espera que eu a finalize. Ao mesmo tempo, meus avós aguardam meu beijo de despedida. Sim, é hora de ir novamente para a cidade sem pássaros.
Porto Alegre não têm pássaros. Têm pombos, o que é muito diferente. Não adianta dizer que tudo são aves, tal argumento não me convence. Em Venâncio é possível acordar por culpa da cantoria dos canários felizes ao redor das janelas.
Enfim, a questão dos pássaros não vem ao caso no momento, deixarei para outro texto. Agora o que permanece é a contagem regressiva para embarcar no ônibus, colocar os fones de ouvido e deixar uma lágrima escorrer pelo canto do olho. O óculos escuro vai esconder a minha fraqueza. No entanto, ao entrar no apartamento frio do décimo primeiro andar não haverá mais nada a dissimular, nem ninguém para evitar. Estarei sozinha em meu pequeno infinito particular.
Não sei definir se é bom ou ruim. Ninguém para disputar a televisão comigo, ponto positivo. Ter que providenciar comida, ponto negativo. Poderia desenvolver uma lista gigante em tal molde, porém creio que isso não acabaria com as contradições.
Então sigo com os preparativos do retorno. Além de ter que acabar de fazer a mala, ainda vou à benzedeira hoje à tarde. Depois passo nos meus avós paternos. Pego algumas moedas “para o ônibus” e volto para a casa. Minha casa. Nem que seja apenas por algumas semanas de férias de inverno. Nos sábados e domingos sou visita. Mesmo assim, meu lar temporário. Meu lar interminável.
Porto Alegre não têm pássaros. Têm pombos, o que é muito diferente. Não adianta dizer que tudo são aves, tal argumento não me convence. Em Venâncio é possível acordar por culpa da cantoria dos canários felizes ao redor das janelas.
Enfim, a questão dos pássaros não vem ao caso no momento, deixarei para outro texto. Agora o que permanece é a contagem regressiva para embarcar no ônibus, colocar os fones de ouvido e deixar uma lágrima escorrer pelo canto do olho. O óculos escuro vai esconder a minha fraqueza. No entanto, ao entrar no apartamento frio do décimo primeiro andar não haverá mais nada a dissimular, nem ninguém para evitar. Estarei sozinha em meu pequeno infinito particular.
Não sei definir se é bom ou ruim. Ninguém para disputar a televisão comigo, ponto positivo. Ter que providenciar comida, ponto negativo. Poderia desenvolver uma lista gigante em tal molde, porém creio que isso não acabaria com as contradições.
Então sigo com os preparativos do retorno. Além de ter que acabar de fazer a mala, ainda vou à benzedeira hoje à tarde. Depois passo nos meus avós paternos. Pego algumas moedas “para o ônibus” e volto para a casa. Minha casa. Nem que seja apenas por algumas semanas de férias de inverno. Nos sábados e domingos sou visita. Mesmo assim, meu lar temporário. Meu lar interminável.
18.7.07
O adeus
O acidente do vôo JJ 3054 da TAM provocou um sentimento confuso em mim. Pensei sobre a vida e a sua efemeridade. Quantas vezes deixamos problemas, situações, momentos passar? E quando não houver mais tempo para nada??
Eu sou uma pessoa um tanto avoada. Embalada pelo conformismo, pergunto-me se eu realmente vivo ou apenas vejo os outros viverem. Sempre penso que semana que vem eu vou ao oftalmologista, no próximo mês eu vou emagrecer e no fim do ano eu vou viajar. É muito vou para pouco futuro. Planos e sonhos são fundamentais para alimentar a alma, mas agir é ainda mais essencial e determinante.
Agora serei drástica: imagine se eu estivesse no vôo em questão. Eu não precisaria mais encomendar as lentes de contato no médico, morreria gorda e sem ter sentido a viagem tão planejada. Horrível? Não, definitivamente não. Eu estaria em estado de churrasquinho e tais fatores não mudariam nada. O cruel seria não ter dado adeus.
Como eu poderia ir embora sem abraçar com total intensidade a minha irmã amada? Sem xingar pela última vez o meu irmão? Sem beijar as bochechas redondas de meu pai? Sem cair no colo de minha mãe? Sem lamentar com minha avó paterna? Sem dizer o “eu amo vocês” que eu nunca disse aos meus avós maternos? Sem olhar pela última vez meus primos e tios? E finalmente, como eu ousaria partir e deixar o meu amor sozinho logo agora que nos encontramos e somos tão felizes?
Surtei! Eu avisei que estava confusa. Impossível não buscar no sentimentalismo conforto para o que os olhos viram em imagens cansativas da televisão e em notícias repetidas da Internet. O que me resta agora é orar pelas almas soltas de pessoas que assim como eu acreditavam no velho Lulu Santos e diziam: “Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir”. Eu vou tentar. E não vai ser só a partir de semana que vem.
Eu sou uma pessoa um tanto avoada. Embalada pelo conformismo, pergunto-me se eu realmente vivo ou apenas vejo os outros viverem. Sempre penso que semana que vem eu vou ao oftalmologista, no próximo mês eu vou emagrecer e no fim do ano eu vou viajar. É muito vou para pouco futuro. Planos e sonhos são fundamentais para alimentar a alma, mas agir é ainda mais essencial e determinante.
Agora serei drástica: imagine se eu estivesse no vôo em questão. Eu não precisaria mais encomendar as lentes de contato no médico, morreria gorda e sem ter sentido a viagem tão planejada. Horrível? Não, definitivamente não. Eu estaria em estado de churrasquinho e tais fatores não mudariam nada. O cruel seria não ter dado adeus.
Como eu poderia ir embora sem abraçar com total intensidade a minha irmã amada? Sem xingar pela última vez o meu irmão? Sem beijar as bochechas redondas de meu pai? Sem cair no colo de minha mãe? Sem lamentar com minha avó paterna? Sem dizer o “eu amo vocês” que eu nunca disse aos meus avós maternos? Sem olhar pela última vez meus primos e tios? E finalmente, como eu ousaria partir e deixar o meu amor sozinho logo agora que nos encontramos e somos tão felizes?
Surtei! Eu avisei que estava confusa. Impossível não buscar no sentimentalismo conforto para o que os olhos viram em imagens cansativas da televisão e em notícias repetidas da Internet. O que me resta agora é orar pelas almas soltas de pessoas que assim como eu acreditavam no velho Lulu Santos e diziam: “Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir”. Eu vou tentar. E não vai ser só a partir de semana que vem.
14.7.07
A menina que roubava corações
De dia dos namorados recebi um presente fantástico, um livro. No entanto, foi com uma dor imensa que o deixei na estante para arrecadar poeira. Afinal, junho não é um bom mês para se ganhar livros. Eles devem aguardar até julho para na calmaria das férias serem saboreados palavra por palavra. Que crueldade!
Ao abri-lo para dar início a leitura vi a declaração marcada pelo dia 7. Ri, pois foi inevitável não lembrar de tal data. Quando recebi o presente pedi uma frase e uma assinatura na primeira página. Sem saber o que colocar, ELE brincou: “Que tal: para a menina que roubou meu coração?”. Com o sorriso marcado em meu rosto diante da respectiva lembrança, comecei a ler “A menina que roubava livros”. Isso mesmo, não tem coração nenhum no título original.
Observações gerais sobre o livro:
Narrador - a Morte
Contexto - Alemanha nazista
A menina – Liesel Meminger
“Na rua Munique, puseram-se a observar.
Outros se deslocaram a seu redor e à sua frente.
Assistiram à passagem dos judeus pela rua, como a um catálogo de cores. Não foi assim que a menina que roubava livros os descreveu, mas posso lhe dizer que era exatamente isso que eles eram, pois muitos iam morrer. Cada qual me saudaria como sua última amiga verdadeira, com os ossos parecendo fumaça e as almas arrastando-se atrás.
Quando eles chegaram de vez, o barulho de seus pés pulsou sobre a rua. Seus olhos eram enormes, nos crânios esfaimados. E a sujeira. A sujeira moldava-se neles. As pernas cambaleavam, à medida que eles eram empurrados pelas mãos dos soldados – alguns passos trôpegos de corrida forçada, antes do lento retorno a um andar desnutrido.
Hans os observava por sobre as cabeças da platéia que se aglomerava. Tenho certeza de que tinha os olhos prateados e tensos. Liesel olhava pelas brechas ou por cima dos ombros.
Os rostos sofredores de homens e mulheres esgotados estendiam-se para eles, implorando não tanto ajuda – já haviam ultrapassado essa fase -, mas uma explicação. Apenas alguma coisa que diminuísse aquela perplexidade.
Seus pés mal conseguiam erguer-se da terra.
Havia estrelas-de-davi colada em suas camisas, e a desgraça prendia-se a eles como por designação.
(...)
A seu lado, os soldados também passavam, dando ordens para eles se apressarem e pararem de resmungar. Alguns desses soldados eram apenas meninos. Tinham o Führer nos olhos.
Ao observar tudo isso, Liesel teve certeza de que aquelas eram as mais pobres almas ainda vivas. Foi o que escreveu sobre elas. Seus rostos macilentos esticavam-se pela tortura. A fome os devorava, enquanto eles seguiam em frente, alguns olhando para o chão, para evitar as pessoas que ladeavam a rua. Alguns lançavam olhares súplices para os que tinham ido observar sua humilhação, esse prelúdio de sua morte. Outros imploravam que alguém, qualquer um, desse um passo à frente e os tomassem nos braços.
Ninguém o fez.”
Página 351. A menina que roubava livros. Markus Zusak.
Pois bem, acabei hoje de ler o livro. Uma palavra: maravilhoso. Em lágrimas o fechei e fiquei alguns minutos olhando a capa. Branca, clara. Eu o indico com absoluta certeza. Até o empresto se necessário. Porém, não deixem de ter contato com um relato diferente do nazismo pela inocência de uma menina.
* Sobre ELE, não se preocupem, não roubei não seu coração. Apenas guardo um pedaço dele comigo para nas frias noites desse inverno não me sentir tão sozinha. Ameniza a saudade...
Ao abri-lo para dar início a leitura vi a declaração marcada pelo dia 7. Ri, pois foi inevitável não lembrar de tal data. Quando recebi o presente pedi uma frase e uma assinatura na primeira página. Sem saber o que colocar, ELE brincou: “Que tal: para a menina que roubou meu coração?”. Com o sorriso marcado em meu rosto diante da respectiva lembrança, comecei a ler “A menina que roubava livros”. Isso mesmo, não tem coração nenhum no título original.
Observações gerais sobre o livro:
Narrador - a Morte
Contexto - Alemanha nazista
A menina – Liesel Meminger
“Na rua Munique, puseram-se a observar.
Outros se deslocaram a seu redor e à sua frente.
Assistiram à passagem dos judeus pela rua, como a um catálogo de cores. Não foi assim que a menina que roubava livros os descreveu, mas posso lhe dizer que era exatamente isso que eles eram, pois muitos iam morrer. Cada qual me saudaria como sua última amiga verdadeira, com os ossos parecendo fumaça e as almas arrastando-se atrás.
Quando eles chegaram de vez, o barulho de seus pés pulsou sobre a rua. Seus olhos eram enormes, nos crânios esfaimados. E a sujeira. A sujeira moldava-se neles. As pernas cambaleavam, à medida que eles eram empurrados pelas mãos dos soldados – alguns passos trôpegos de corrida forçada, antes do lento retorno a um andar desnutrido.
Hans os observava por sobre as cabeças da platéia que se aglomerava. Tenho certeza de que tinha os olhos prateados e tensos. Liesel olhava pelas brechas ou por cima dos ombros.
Os rostos sofredores de homens e mulheres esgotados estendiam-se para eles, implorando não tanto ajuda – já haviam ultrapassado essa fase -, mas uma explicação. Apenas alguma coisa que diminuísse aquela perplexidade.
Seus pés mal conseguiam erguer-se da terra.
Havia estrelas-de-davi colada em suas camisas, e a desgraça prendia-se a eles como por designação.
(...)
A seu lado, os soldados também passavam, dando ordens para eles se apressarem e pararem de resmungar. Alguns desses soldados eram apenas meninos. Tinham o Führer nos olhos.
Ao observar tudo isso, Liesel teve certeza de que aquelas eram as mais pobres almas ainda vivas. Foi o que escreveu sobre elas. Seus rostos macilentos esticavam-se pela tortura. A fome os devorava, enquanto eles seguiam em frente, alguns olhando para o chão, para evitar as pessoas que ladeavam a rua. Alguns lançavam olhares súplices para os que tinham ido observar sua humilhação, esse prelúdio de sua morte. Outros imploravam que alguém, qualquer um, desse um passo à frente e os tomassem nos braços.
Ninguém o fez.”
Página 351. A menina que roubava livros. Markus Zusak.
Pois bem, acabei hoje de ler o livro. Uma palavra: maravilhoso. Em lágrimas o fechei e fiquei alguns minutos olhando a capa. Branca, clara. Eu o indico com absoluta certeza. Até o empresto se necessário. Porém, não deixem de ter contato com um relato diferente do nazismo pela inocência de uma menina.
* Sobre ELE, não se preocupem, não roubei não seu coração. Apenas guardo um pedaço dele comigo para nas frias noites desse inverno não me sentir tão sozinha. Ameniza a saudade...
9.7.07
Doce Lar
Férias para mim têm um significado único. É tempo de ir para a minha verdadeira casa. É um ato instintivo. Soa mais do que uma necessidade, eu simplesmente preciso sentir os ares da minha terrinha, como se fosse uma questão de vida ou morte, perdão o chavão.
Sou de Venâncio Aires e o ônibus sobre a ponte do Rio Mariante é o anuncio da chegada. O retorno é nostálgico, quase místico. Correr com minhas mil muanbas em direção ao carro no qual minha mãe me espera é um triunfo. A glória do meu lar.
Por mais que eu esteja praticamente todos os fins de semana aqui (sim, estou AQUI!), o sentimento nas férias é diferente. É nesse período que eu volto a ser a menina interiorana que tento disfarçar em meio às ruas cheias da cidade grande. Tiro a poeira dos velhos hábitos e os coloco em prática. Do grande armário saem também o Banco Imobiliário e as calças de moleton.
A triste bicicleta sorri. Afinal, ela que já carregou meus sonhos de criança agora me conduz aos pontos básicos da cidade. A casa da Édina, da Tia Marina, dos meus primos queridos, caminhos que já cansei de percorrer. A estrada é vazia e o barulho mudo. Deslizar por Venâncio sozinha com minha bicicleta sob o sol alaranjado se transforma em terapia.
A brisa daqui dá o ânimo que possibilita a continuidade. Da vida, dos estudos, dos sonhos. Um filme agora me vem à mente. Por mais clichê que seja, ele me transporta toda vez ao meu mundo particular. Em “Doce Lar”, um dos atores fala em determinado momento algo mais ou menos assim: “Você pode tirar a menina da cidade do interior, mas não a cidade do interior da menina”. A mais nua realidade. A minha mais singela verdade.
Sou de Venâncio Aires e o ônibus sobre a ponte do Rio Mariante é o anuncio da chegada. O retorno é nostálgico, quase místico. Correr com minhas mil muanbas em direção ao carro no qual minha mãe me espera é um triunfo. A glória do meu lar.
Por mais que eu esteja praticamente todos os fins de semana aqui (sim, estou AQUI!), o sentimento nas férias é diferente. É nesse período que eu volto a ser a menina interiorana que tento disfarçar em meio às ruas cheias da cidade grande. Tiro a poeira dos velhos hábitos e os coloco em prática. Do grande armário saem também o Banco Imobiliário e as calças de moleton.
A triste bicicleta sorri. Afinal, ela que já carregou meus sonhos de criança agora me conduz aos pontos básicos da cidade. A casa da Édina, da Tia Marina, dos meus primos queridos, caminhos que já cansei de percorrer. A estrada é vazia e o barulho mudo. Deslizar por Venâncio sozinha com minha bicicleta sob o sol alaranjado se transforma em terapia.
A brisa daqui dá o ânimo que possibilita a continuidade. Da vida, dos estudos, dos sonhos. Um filme agora me vem à mente. Por mais clichê que seja, ele me transporta toda vez ao meu mundo particular. Em “Doce Lar”, um dos atores fala em determinado momento algo mais ou menos assim: “Você pode tirar a menina da cidade do interior, mas não a cidade do interior da menina”. A mais nua realidade. A minha mais singela verdade.
29.6.07
Fenômeno interativo
A Internet modificou as estruturas da comunicação em todo o mundo. Desde seu surgimento, novas possibilidades de acesso e reprodução de informação foram geradas. Ela permite acompanhar fatos e notícias de qualquer país, além de ser aliada de jornalistas e editores para identificação de fontes e de contatos que possam colaborar com a sua atividade profissional.
É possível observar outras alterações e melhorias no jornalismo a partir da Internet. A comunicação entre jornalista, fonte e leitor foi dinamizada e incrementada por fóruns, programas de conversação, emails, enfim, por diversos novos recursos. A consulta em grandes bases de dados e em variados arquivos disponíveis proporciona contextualização e embasamento em múltiplos assuntos. Em síntese, é um fenômeno de acessibilidade e interatividade que se estabelece.
O jornalismo digital desenvolveu ao longo dos anos características próprias que o diferenciam dos outros meios. Tais peculiaridades são abordadas por Anelise Pacheco (2001, p.45):
Diferentemente do rádio, da televisão e do telefone, a Internet oferece, simultaneamente, uma variedade de modalidades de comunicação, ao mesmo tempo em difusão e em transação: um a um, um para todos e todos para todos.
Já o sociólogo francês Pierre Lévy (1999) observa que a Internet é composta por informações ou mensagens multimodais que utilizam diferentes modalidades sensoriais, como a visão, a audição, o tato e sensações proprioceptivas. Eis que surge então a idéia do texto como primário. Ele nada mais é do que uma base de criação que pode ser incrementada a partir de outros recursos, entre eles ressalto o vídeo e a fotografia.
Pinho (2003, p. 58) conclui, então, as diferenças entre a Internet e os outros meios de comunicação social:
Portanto, o jornalismo digital diferencia-se do jornalismo praticado nos meios de comunicação tradicionais pela forma de tratamento dos dados e pelas relações que são articuladas com os usuários.
Ao pensar nas peculiaridades do meio digital, deve ser destacada a não-linearidade. Em um arquivo impresso, por exemplo, o leitor mantém uma certa ordem de leitura que depende da composição das páginas. Já em um site não existe uma seqüência predeterminada, a lógica que prevalece é a da associação de idéias. A instantaneidade da Internet também vale ser ressaltada. Ela é rápida e abrangente, logo em seguida do acontecimento de um fato importante a sua cobertura completa já está disponível na rede. Por mais que a televisão e o rádio também entrem com plantões especiais, é no jornalismo on-line que a notícia se torna perene.
Para completar as principais características da Internet cito ainda a dirigibilidade (sem restrições de espaço e tempo), os baixos custos de produção (comparados com a televisão, por exemplo) e a interatividade. Esse último ponto é definido pelo autor José Benedito Pinho (2003, p. 244) como:
Processo pelo qual os usuários interagem com o conteúdo. A interatividade varia da mais simples até a mais complexa. Por exemplo, quando os usuários clicam em um botão de avanço ou retorno de página, eles estão interagindo de um modo simples. Uma forma mais complexa de interatividade é o preenchimento de um formulário on-line. Uma interatividade altamente complexa envolve usuários jogando um game da Internet, competindo com jogadores espalhados em todo mundo.
A mídia tradicional, de forma geral, é um veículo de mão única. A informação é transmitida e a possibilidade de retorno por parte do receptor existe, entretanto se torna praticamente nula diante das alternativas proporcionadas pela Internet. É válido destacar que um conteúdo on-line que não ofereça um mínimo de interação tem pouco valor para o usuário.
Um usuário da Internet tem, ao mesmo tempo, a possibilidade de ser emissor ou destinatário, comunicar, informar ou se informar, interagir ou ser um espectador passivo, estabelecer uma relação pública ou privada/ particular. (PACHECO, 2001, p. 45)
A audiência diante da rede tem que buscar o que procura, sendo que existem infinitas ofertas. Surge o conceito de receptor ativo e da web como uma mídia pull, ou seja, que deve puxar o interesse e a atenção do internauta. Em uma comparação, o rádio é push, pois as mensagens são empurradas ao ouvinte sem que ele tenha solicitado ou determinado o que exatamente queria (PINHO, 2003).
Ao falar de interatividade na web é inevitável não dar relevância ao correio eletrônico. É principalmente a partir de tal ferramenta que os internautas se dirigem aos jornalistas. O contato ocorre com diferentes finalidades, porém a interação é estabelecida. Por email são enviadas críticas, comentários e elogios. O leitor pode até mesmo participar do processo de construção de reportagens, enviando sugestões de pauta ou indicando fontes e caminhos a serem seguidos.
Nos blogs é o formato de comentários que encaminha o receptor ao responsável pelos conteúdos. O texto é diretamente analisado. Já nas comunidades virtuais são os fóruns sinônimos de interatividade. No entanto, todas as maneiras citadas são de grande valor e auxiliam na consolidação da Internet como meio de comunicação social de forte influência.
A interação permite, então, a melhoria dos serviços oferecidos e das notícias divulgadas. A partir dela o jornalista aprimora a sua atividade e obtém um retorno sobre a sua produção. O processo que antes era de mão única passa a ter duplo sentido. O leitor interage com o profissional do jornalismo e, portanto, torna-se tanto uma fonte de informação quanto um usuário.
É possível observar outras alterações e melhorias no jornalismo a partir da Internet. A comunicação entre jornalista, fonte e leitor foi dinamizada e incrementada por fóruns, programas de conversação, emails, enfim, por diversos novos recursos. A consulta em grandes bases de dados e em variados arquivos disponíveis proporciona contextualização e embasamento em múltiplos assuntos. Em síntese, é um fenômeno de acessibilidade e interatividade que se estabelece.
O jornalismo digital desenvolveu ao longo dos anos características próprias que o diferenciam dos outros meios. Tais peculiaridades são abordadas por Anelise Pacheco (2001, p.45):
Diferentemente do rádio, da televisão e do telefone, a Internet oferece, simultaneamente, uma variedade de modalidades de comunicação, ao mesmo tempo em difusão e em transação: um a um, um para todos e todos para todos.
Já o sociólogo francês Pierre Lévy (1999) observa que a Internet é composta por informações ou mensagens multimodais que utilizam diferentes modalidades sensoriais, como a visão, a audição, o tato e sensações proprioceptivas. Eis que surge então a idéia do texto como primário. Ele nada mais é do que uma base de criação que pode ser incrementada a partir de outros recursos, entre eles ressalto o vídeo e a fotografia.
Pinho (2003, p. 58) conclui, então, as diferenças entre a Internet e os outros meios de comunicação social:
Portanto, o jornalismo digital diferencia-se do jornalismo praticado nos meios de comunicação tradicionais pela forma de tratamento dos dados e pelas relações que são articuladas com os usuários.
Ao pensar nas peculiaridades do meio digital, deve ser destacada a não-linearidade. Em um arquivo impresso, por exemplo, o leitor mantém uma certa ordem de leitura que depende da composição das páginas. Já em um site não existe uma seqüência predeterminada, a lógica que prevalece é a da associação de idéias. A instantaneidade da Internet também vale ser ressaltada. Ela é rápida e abrangente, logo em seguida do acontecimento de um fato importante a sua cobertura completa já está disponível na rede. Por mais que a televisão e o rádio também entrem com plantões especiais, é no jornalismo on-line que a notícia se torna perene.
Para completar as principais características da Internet cito ainda a dirigibilidade (sem restrições de espaço e tempo), os baixos custos de produção (comparados com a televisão, por exemplo) e a interatividade. Esse último ponto é definido pelo autor José Benedito Pinho (2003, p. 244) como:
Processo pelo qual os usuários interagem com o conteúdo. A interatividade varia da mais simples até a mais complexa. Por exemplo, quando os usuários clicam em um botão de avanço ou retorno de página, eles estão interagindo de um modo simples. Uma forma mais complexa de interatividade é o preenchimento de um formulário on-line. Uma interatividade altamente complexa envolve usuários jogando um game da Internet, competindo com jogadores espalhados em todo mundo.
A mídia tradicional, de forma geral, é um veículo de mão única. A informação é transmitida e a possibilidade de retorno por parte do receptor existe, entretanto se torna praticamente nula diante das alternativas proporcionadas pela Internet. É válido destacar que um conteúdo on-line que não ofereça um mínimo de interação tem pouco valor para o usuário.
Um usuário da Internet tem, ao mesmo tempo, a possibilidade de ser emissor ou destinatário, comunicar, informar ou se informar, interagir ou ser um espectador passivo, estabelecer uma relação pública ou privada/ particular. (PACHECO, 2001, p. 45)
A audiência diante da rede tem que buscar o que procura, sendo que existem infinitas ofertas. Surge o conceito de receptor ativo e da web como uma mídia pull, ou seja, que deve puxar o interesse e a atenção do internauta. Em uma comparação, o rádio é push, pois as mensagens são empurradas ao ouvinte sem que ele tenha solicitado ou determinado o que exatamente queria (PINHO, 2003).
Ao falar de interatividade na web é inevitável não dar relevância ao correio eletrônico. É principalmente a partir de tal ferramenta que os internautas se dirigem aos jornalistas. O contato ocorre com diferentes finalidades, porém a interação é estabelecida. Por email são enviadas críticas, comentários e elogios. O leitor pode até mesmo participar do processo de construção de reportagens, enviando sugestões de pauta ou indicando fontes e caminhos a serem seguidos.
Nos blogs é o formato de comentários que encaminha o receptor ao responsável pelos conteúdos. O texto é diretamente analisado. Já nas comunidades virtuais são os fóruns sinônimos de interatividade. No entanto, todas as maneiras citadas são de grande valor e auxiliam na consolidação da Internet como meio de comunicação social de forte influência.
A interação permite, então, a melhoria dos serviços oferecidos e das notícias divulgadas. A partir dela o jornalista aprimora a sua atividade e obtém um retorno sobre a sua produção. O processo que antes era de mão única passa a ter duplo sentido. O leitor interage com o profissional do jornalismo e, portanto, torna-se tanto uma fonte de informação quanto um usuário.
5.6.07
Cuidado, frágil!
O imediatismo é sobreposto mais uma vez na sociedade. A questão de agora é em torno das plantações de eucaliptos. Deve-se ou não permitir que elas dominem a metade sul do Rio Grande do Sul? Pergunta difícil de ser respondida, ainda mais diante de tantas pressões e interesses envolvidos.
O governo estadual vive um impasse. De um lado, a argumentação de grandes empresas como a Aracruz, Votorantim e Stora Enso, fabricantes de celulose que tem o eucalipto como fundamental em seu processo de produção. Em contraponto estão os ambientalistas e órgãos públicos preocupados com a preservação do ecossistema da região em destaque, o pampa. A apreensão é em função das conseqüências de plantar tal espécie de árvore, pois ela necessita de muita água para se desenvolver e prejudica o relevo, deixa o solo muito ácido.
As justificativas para a medida de “desenvolvimento” são as mais diversas. Todas giram em torno de progresso, idéias utópicas de trabalho e bem estar para todos. Entretanto, creio que o retorno financeiro instantâneo é o mais visado, e não a qualidade de vida da população em si. E afinal, o dinheiro seria para as pessoas? Com certeza não de forma direta, a parte mais generosa iria para os “grandes” de sempre.
Eis que surge então a legislação como um frágil produto maleável. Ela é tão flexível quanto o governo, tudo é em torno de interesses egocêntricos e imediatos. O eucalipto é um risco de degradação e sua plantação apenas representaria uma ilusória melhora momentânea. E daqui vinte anos? A metade sul vai estar no ápice de seu progresso e as pessoas festejaram a decomposição do ambiente no qual vivem? Acredito que o fator ambiental não é tão secundário quanto possa parecer...
Na busca por soluções alternativas para a questão, o turismo aparece como principal impulso na revitalização da parcela sul do estado. O incentivo e a criação de rotas culturais e históricas seria destacável para o real desenvolvimento das cidades da região. Além disso, a pesquisa e o investimento em pecuária e agricultura são essenciais. O processo é lento, todavia se for contínuo realmente trará mudanças e benefícios duráveis.
O governo estadual vive um impasse. De um lado, a argumentação de grandes empresas como a Aracruz, Votorantim e Stora Enso, fabricantes de celulose que tem o eucalipto como fundamental em seu processo de produção. Em contraponto estão os ambientalistas e órgãos públicos preocupados com a preservação do ecossistema da região em destaque, o pampa. A apreensão é em função das conseqüências de plantar tal espécie de árvore, pois ela necessita de muita água para se desenvolver e prejudica o relevo, deixa o solo muito ácido.
As justificativas para a medida de “desenvolvimento” são as mais diversas. Todas giram em torno de progresso, idéias utópicas de trabalho e bem estar para todos. Entretanto, creio que o retorno financeiro instantâneo é o mais visado, e não a qualidade de vida da população em si. E afinal, o dinheiro seria para as pessoas? Com certeza não de forma direta, a parte mais generosa iria para os “grandes” de sempre.
Eis que surge então a legislação como um frágil produto maleável. Ela é tão flexível quanto o governo, tudo é em torno de interesses egocêntricos e imediatos. O eucalipto é um risco de degradação e sua plantação apenas representaria uma ilusória melhora momentânea. E daqui vinte anos? A metade sul vai estar no ápice de seu progresso e as pessoas festejaram a decomposição do ambiente no qual vivem? Acredito que o fator ambiental não é tão secundário quanto possa parecer...
Na busca por soluções alternativas para a questão, o turismo aparece como principal impulso na revitalização da parcela sul do estado. O incentivo e a criação de rotas culturais e históricas seria destacável para o real desenvolvimento das cidades da região. Além disso, a pesquisa e o investimento em pecuária e agricultura são essenciais. O processo é lento, todavia se for contínuo realmente trará mudanças e benefícios duráveis.
8.5.07
A anárquica Piauí
O jornalismo da atualidade segue os moldes industriais. As notícias viraram produtos que devem ser processados para que cheguem ao “cliente” o mais rápido possível. A palavra essencial é a agilidade. Diante de tal perspectiva muitos fatores são esquecidos e até mesmo ignorados. A ética e a precisão não são zeladas como deveriam. O jornalista funciona como apenas mais uma parte do ciclo comunicativo.
O contexto relatado, do “jornalismo da mesmice”, deixa inúmeros espaços para a ousadia. Eis que surge então a Piauí e seu padrão fora de padrão. Criada para satisfazer o pública que busca por algo diferente do que está acostumado a ver semanalmente nas bancas, a revista chama a atenção por sua anarquia. A palavra é usada por João Moreira Salles, seu idealizador, em palestra realizada na Faculdade de Comunicação Social da PUCRS. Ele explica o vocábulo a partir do fato de que editorias não são seguidas de uma edição para a outra e pela liberdade de expressão disponível a quem escreve. A Piauí não possui colunistas e conta com diversos colaboradores que não dominam, ou às vezes nem conhecem, as técnicas jornalísticas. Um exemplo é Fernanda Torres, atriz que aceitou o desafio de penetrar em outra área cultural.
A valorização do texto é a ordem geral do projeto. O importante não é mais a informação e a sua transmissão rápida e objetiva, mas sim o estilo e a percepção de quem redige. Não existe a comum preocupação de tamanho de redação, cada escrito tem a quantidade de linhas certas, o necessário, seja muito ou pouco. Os tradicionais “ganchos” (conexão entre notícia e atualidade) também são desprezados. Como João Moreira Salles afirma: tudo é possível na Piauí.
Tal explanação me deu novos ânimos. Como estudante de jornalismo, estava decepcionada com a padronização da informação e das técnicas de produção da mesma. A revista Piauí surge como uma esperança, não só para os comunicadores, porém para todos que prezam por qualidade. Claro que os jornais que reportam a atualidade e revistas semanais que a comentam são significativas e de valor. Entretanto, explorar esse novo jornalismo é relevante também.
A visão ampla de João Moreira Salles fez com que ele percebesse a necessidade de ousar. O regime de liberdade da revista permite até que a capa seja desconecta do conjunto. O projeto reforça possibilidades culturais e seu crescente sucesso denuncia que algo como a Piauí estava em falta no mercado editorial. A anarquia de produção é finalizada com o prazer da recepção que quem aguarda ansiosamente todo mês por tamanha qualidade.
O contexto relatado, do “jornalismo da mesmice”, deixa inúmeros espaços para a ousadia. Eis que surge então a Piauí e seu padrão fora de padrão. Criada para satisfazer o pública que busca por algo diferente do que está acostumado a ver semanalmente nas bancas, a revista chama a atenção por sua anarquia. A palavra é usada por João Moreira Salles, seu idealizador, em palestra realizada na Faculdade de Comunicação Social da PUCRS. Ele explica o vocábulo a partir do fato de que editorias não são seguidas de uma edição para a outra e pela liberdade de expressão disponível a quem escreve. A Piauí não possui colunistas e conta com diversos colaboradores que não dominam, ou às vezes nem conhecem, as técnicas jornalísticas. Um exemplo é Fernanda Torres, atriz que aceitou o desafio de penetrar em outra área cultural.
A valorização do texto é a ordem geral do projeto. O importante não é mais a informação e a sua transmissão rápida e objetiva, mas sim o estilo e a percepção de quem redige. Não existe a comum preocupação de tamanho de redação, cada escrito tem a quantidade de linhas certas, o necessário, seja muito ou pouco. Os tradicionais “ganchos” (conexão entre notícia e atualidade) também são desprezados. Como João Moreira Salles afirma: tudo é possível na Piauí.
Tal explanação me deu novos ânimos. Como estudante de jornalismo, estava decepcionada com a padronização da informação e das técnicas de produção da mesma. A revista Piauí surge como uma esperança, não só para os comunicadores, porém para todos que prezam por qualidade. Claro que os jornais que reportam a atualidade e revistas semanais que a comentam são significativas e de valor. Entretanto, explorar esse novo jornalismo é relevante também.
A visão ampla de João Moreira Salles fez com que ele percebesse a necessidade de ousar. O regime de liberdade da revista permite até que a capa seja desconecta do conjunto. O projeto reforça possibilidades culturais e seu crescente sucesso denuncia que algo como a Piauí estava em falta no mercado editorial. A anarquia de produção é finalizada com o prazer da recepção que quem aguarda ansiosamente todo mês por tamanha qualidade.
18.4.07
Crítica do filme 21 gramas da cadeira de Jornalismo de Opinião
Quanto cabe em 21 gramas?
Três vidas em uma encruzilhada. Uma mãe fragilizada por uma grande perda, um ex-presidiário em busca de salvação e um homem com problemas de saúde. Qual a semelhança entre eles? Talvez a resposta esteja na complexidade dos seus destinos marcados por fraquezas, emoções e, acima de tudo, transtornos pessoais.
O filme “21 gramas”, de Alejandro González Iñárritu, é intrigante. Cristina Peck, interpretada por Naomi Watts, não consegue esquecer do acidente que paralisou a sua vida. Jack Jordan, papel de Benicio Del Toro, é posto diante do seu passado de crimes e de seu presente religioso. Já Paul Rivers, personagem do ator Sean Penn, se perde em meio a um amor movido por gratidão.
Tais tramas paralelas são transpostas. A história, inicialmente confusa, toma um rumo surpreendente. A tensão acompanha o espectador durante todo o filme e exige que ele se mantenha atento. Ao mesmo tempo, os fatos vão se revelando e se encaixando na linearidade correta. Cenas que se repetem completam o “efeito quebra-cabeça”.
Em “21 gramas” o destaque é para o elenco. A construção dos personagens é complexa e realizada com muito sucesso pelos atores escolhidos para os principais papéis. O filme inclusive recebeu duas indicações ao Oscar, de melhor atriz (Naomi Watts) e de melhor ator coadjuvante (Benicio Del Toro). Benicio está espetacular. Ele interpreta um homem seco, vazio e, por vezes, até cruel. Sua atuação expõe os conflitos internos de Jack Jordan em relação a sua família, aos seus valores e as suas atitudes, com total êxito.
Outro aspecto relevante na obra é a sua edição e composição. O ritmo acelerado é conduzido pelas cenas que se misturam no tempo. Ângulos não convencionais são utilizados nas filmagens. Movimentos de câmera diferenciados dão ainda mais intensidade as ações dos atores.
A fotografia não é extraordinária, porém é de qualidade. Os cenários são bem compostos e se encaixam de acordo com as cenas e personagens. O que poderia ter sido melhor desenvolvido é o fator musical. A trilha sonora contribuiu com o tom de tensão da história, entretanto, não foi explorada como poderia ter sido.
Sentimentos de vingança e culpa marcam as vidas dos personagens. Questionamentos também compõem os três destinos. Afinal, quanto cabe em 21 gramas? Para alguns talvez caiba um último suspiro e um alívio para os problemas mais profundos da alma humana.
Três vidas em uma encruzilhada. Uma mãe fragilizada por uma grande perda, um ex-presidiário em busca de salvação e um homem com problemas de saúde. Qual a semelhança entre eles? Talvez a resposta esteja na complexidade dos seus destinos marcados por fraquezas, emoções e, acima de tudo, transtornos pessoais.
O filme “21 gramas”, de Alejandro González Iñárritu, é intrigante. Cristina Peck, interpretada por Naomi Watts, não consegue esquecer do acidente que paralisou a sua vida. Jack Jordan, papel de Benicio Del Toro, é posto diante do seu passado de crimes e de seu presente religioso. Já Paul Rivers, personagem do ator Sean Penn, se perde em meio a um amor movido por gratidão.
Tais tramas paralelas são transpostas. A história, inicialmente confusa, toma um rumo surpreendente. A tensão acompanha o espectador durante todo o filme e exige que ele se mantenha atento. Ao mesmo tempo, os fatos vão se revelando e se encaixando na linearidade correta. Cenas que se repetem completam o “efeito quebra-cabeça”.
Em “21 gramas” o destaque é para o elenco. A construção dos personagens é complexa e realizada com muito sucesso pelos atores escolhidos para os principais papéis. O filme inclusive recebeu duas indicações ao Oscar, de melhor atriz (Naomi Watts) e de melhor ator coadjuvante (Benicio Del Toro). Benicio está espetacular. Ele interpreta um homem seco, vazio e, por vezes, até cruel. Sua atuação expõe os conflitos internos de Jack Jordan em relação a sua família, aos seus valores e as suas atitudes, com total êxito.
Outro aspecto relevante na obra é a sua edição e composição. O ritmo acelerado é conduzido pelas cenas que se misturam no tempo. Ângulos não convencionais são utilizados nas filmagens. Movimentos de câmera diferenciados dão ainda mais intensidade as ações dos atores.
A fotografia não é extraordinária, porém é de qualidade. Os cenários são bem compostos e se encaixam de acordo com as cenas e personagens. O que poderia ter sido melhor desenvolvido é o fator musical. A trilha sonora contribuiu com o tom de tensão da história, entretanto, não foi explorada como poderia ter sido.
Sentimentos de vingança e culpa marcam as vidas dos personagens. Questionamentos também compõem os três destinos. Afinal, quanto cabe em 21 gramas? Para alguns talvez caiba um último suspiro e um alívio para os problemas mais profundos da alma humana.
11.4.07
Casamento em casas separadas
Opinião e informação não se afastam. No âmbito do jornalismo, em especial, é comum a divisão de tais segmentos, como se fosse possível elaborar qualquer tipo de texto sem mesclar características pessoais e ocorrências. Os meios de comunicação de hoje ainda vivem no mito da imparcialidade sem perceber que a simples análise do repórter já molda os fatos.
Ao observarmos as editorias de um jornal ou a organização de uma revista é notável partes onde predomina a opinião (colunas, artigos) e outras onde prevalece a informação (notícia, reportagem). Acredito que tal modelo não é nada além de um reflexo de uma teoria ultrapassada e já superada. A prática jornalística evoluiu e mesmo assim não está estagnada. Cada escolha do repórter é movida por conceitos internos e individuais. A constituição de um texto em si espelha marcas de quem o escreve, tanto nas palavras utilizadas quanto na formação das frases. A opção por determinada entrevista ou fonte já conduz um ponto de vista que penetra nas entrelinhas. Até o ângulo de uma fotografia conta com a interferência, por menor que seja, do olhar de quem a tira.
A imparcialidade surge então como um termo questionável no jornalismo. Ela é real ou apenas uma utopia? Creio que seja um objetivo impossível, ou no mínimo, improvável. Já no primeiro semestre as faculdades expõem a imparcialidade dentre as características da profissão do jornalista. Aos poucos, a lenda é despida e o que se encontram são formas mais próprias de se conduzir as palavras. Porém, o dilema se estende ao mercado de trabalho, afinal, os veículos de comunicação insistem em repetir o discurso de que são imparciais e de que notícia é uma coisa e opinião é outra totalmente isolada.
Então o casamento entre o dito jornalismo informativo e o de opinião segue mesmo que sob as divisões editoriais. O repórter, por mais que não queira deixar a sua percepção influenciar os rumos da sua escrita, é alvo da sua individualidade. É importante ressaltar também que assim como a opinião guia as notícias de forma sutil e indireta, os fatos também suportam as redações autorais. Todavia, nenhum esforço para qualquer mudança é feito. E tudo segue...
Ao observarmos as editorias de um jornal ou a organização de uma revista é notável partes onde predomina a opinião (colunas, artigos) e outras onde prevalece a informação (notícia, reportagem). Acredito que tal modelo não é nada além de um reflexo de uma teoria ultrapassada e já superada. A prática jornalística evoluiu e mesmo assim não está estagnada. Cada escolha do repórter é movida por conceitos internos e individuais. A constituição de um texto em si espelha marcas de quem o escreve, tanto nas palavras utilizadas quanto na formação das frases. A opção por determinada entrevista ou fonte já conduz um ponto de vista que penetra nas entrelinhas. Até o ângulo de uma fotografia conta com a interferência, por menor que seja, do olhar de quem a tira.
A imparcialidade surge então como um termo questionável no jornalismo. Ela é real ou apenas uma utopia? Creio que seja um objetivo impossível, ou no mínimo, improvável. Já no primeiro semestre as faculdades expõem a imparcialidade dentre as características da profissão do jornalista. Aos poucos, a lenda é despida e o que se encontram são formas mais próprias de se conduzir as palavras. Porém, o dilema se estende ao mercado de trabalho, afinal, os veículos de comunicação insistem em repetir o discurso de que são imparciais e de que notícia é uma coisa e opinião é outra totalmente isolada.
Então o casamento entre o dito jornalismo informativo e o de opinião segue mesmo que sob as divisões editoriais. O repórter, por mais que não queira deixar a sua percepção influenciar os rumos da sua escrita, é alvo da sua individualidade. É importante ressaltar também que assim como a opinião guia as notícias de forma sutil e indireta, os fatos também suportam as redações autorais. Todavia, nenhum esforço para qualquer mudança é feito. E tudo segue...
26.3.07
Vítimas da padronização
A emissora de televisão MTV apresenta toda terça-feira às 22 horas o “Debate MTV”, que tem como apresentador Cazé Peçanha. A cada semana um tópico polêmico é abordado. O programa do dia 20 de março reacendeu a questão da ditadura da magreza, com o tema “Dá para ser feliz sendo gordo?”. Do lado que assegurava que a boa forma física é essencial estava um homem malhado, uma modelo e uma jovem perturbada com os quilos ganhos em uma viagem aos Estados Unidos. Na oposição se encontrava uma gordinha, um médico e uma menina que já foi vítima de anorexia.
O grupo que defendeu que seguir os padrões estéticos é sinônimo de felicidade e satisfação pessoal argumentou com base na exigência da sociedade. Afirmaram que uma pessoa esbelta tem mais chances de ser bem sucedida em função da sua exterioridade. Para eles o corpo é um reflexo da personalidade da pessoa, um cartão de visita que deve ser preservado mesmo que para tal finalidade sejam cometidas algumas incoerências. A adolescente preocupada em demasia com seu peso revelou que comprou remédios para emagrecer de forma ilegal em sua viagem ao exterior. Na volta, ela trouxe para o Brasil produtos a mais para vender para as amigas. Uma atitude desprezível.
Até que ponto a obsessão é aceitável? A aparência realmente é muito importante, porém a vida não se resume nessa peculiaridade. Existe muita pressão do meio para que o modelo esbelto seja supremo. A publicidade contribui com a consagração do padrão. Outdoors com a imagem de mulheres e homens magros ao extremo são considerados o ápice da beleza humana. Até crianças são cobradas integralmente em torno da sua alimentação. As que estão acima do peso, mesmo que muito pouco, são alvos fáceis de gozações por parte dos amigos e até mesmo de alguns familiares. A vergonha de tirar a camiseta por parte dos meninos e a opção por roupas pretas e soltas por parte das meninas pode indicar problemas sérios com a auto estima.
A saúde é colocada em plano secundário. Os distúrbios alimentares se tornam banais principalmente entre os adolescentes. A anorexia chega a causar vítimas fatais. A bulimia atormenta o bem estar físico e mental. Cada caloria é contabilizada. A insegurança em relação a forma do corpo faz com que algumas pessoas deixem de freqüentar determinados lugares e fugir de certas ocasiões, como de aniversários, festas e clubes. A identidade se perde em busca de uma aceitação forçada, não pelo que se é, entretanto pelo que se parece.
Enfim, a dependência de 2 ou 3 quilos para ser feliz é inaceitável. A obesidade não deve ser incentivada, todavia complexos por curvas a mais são estúpidos. A prioridade deve ser sempre em torno de uma vida saudável, construída com bons hábitos. O equilíbrio entre o interior e o exterior é fundamental para que possamos edificar trajetória que satisfaçam objetivos próprios.
O grupo que defendeu que seguir os padrões estéticos é sinônimo de felicidade e satisfação pessoal argumentou com base na exigência da sociedade. Afirmaram que uma pessoa esbelta tem mais chances de ser bem sucedida em função da sua exterioridade. Para eles o corpo é um reflexo da personalidade da pessoa, um cartão de visita que deve ser preservado mesmo que para tal finalidade sejam cometidas algumas incoerências. A adolescente preocupada em demasia com seu peso revelou que comprou remédios para emagrecer de forma ilegal em sua viagem ao exterior. Na volta, ela trouxe para o Brasil produtos a mais para vender para as amigas. Uma atitude desprezível.
Até que ponto a obsessão é aceitável? A aparência realmente é muito importante, porém a vida não se resume nessa peculiaridade. Existe muita pressão do meio para que o modelo esbelto seja supremo. A publicidade contribui com a consagração do padrão. Outdoors com a imagem de mulheres e homens magros ao extremo são considerados o ápice da beleza humana. Até crianças são cobradas integralmente em torno da sua alimentação. As que estão acima do peso, mesmo que muito pouco, são alvos fáceis de gozações por parte dos amigos e até mesmo de alguns familiares. A vergonha de tirar a camiseta por parte dos meninos e a opção por roupas pretas e soltas por parte das meninas pode indicar problemas sérios com a auto estima.
A saúde é colocada em plano secundário. Os distúrbios alimentares se tornam banais principalmente entre os adolescentes. A anorexia chega a causar vítimas fatais. A bulimia atormenta o bem estar físico e mental. Cada caloria é contabilizada. A insegurança em relação a forma do corpo faz com que algumas pessoas deixem de freqüentar determinados lugares e fugir de certas ocasiões, como de aniversários, festas e clubes. A identidade se perde em busca de uma aceitação forçada, não pelo que se é, entretanto pelo que se parece.
Enfim, a dependência de 2 ou 3 quilos para ser feliz é inaceitável. A obesidade não deve ser incentivada, todavia complexos por curvas a mais são estúpidos. A prioridade deve ser sempre em torno de uma vida saudável, construída com bons hábitos. O equilíbrio entre o interior e o exterior é fundamental para que possamos edificar trajetória que satisfaçam objetivos próprios.
20.3.07
Crônica de uma mulher ferida
Jogadores de futebol são glamourizados constantemente. Os que têm a sorte de alcançar destaque circulam em seus carrões. Os tênis de marca mais parecem naves e servem de suporte para a parte mais importante do corpo deles: as coxas. Sim, as coxas cuidadosamente desenhadas, graciosas. Cada linha na região entre a virilha e o joelho equivale a um suspiro, músculos! Os pés são fundamentais na profissão a ser considerada, o conjunto das pernas em si, mas exponho aqui o ponto de vista (e que vista) feminino.
Pois bem, tais jogadores constituem um tipinho. Eles andam em pequenos bandos. Saem perfumados, possuem um cheiro avassalado. É algo inexplicável, eles passam e a vontade é dar meia volta e seguir eternamente aquele aroma.
Os jogadores de futebol têm também um jeito único de andar. O gingado vai além dos dribles, ele é incorporado passo a passo. O bumbum prodigioso acompanha o movimento. Outra peculiaridade do dito tipinho é o gosto pelo pagode. Eles até dançam, e muito bem por sinal. A mão ao redor da cintura une os dois corpos. Os pés conduzem o movimento. As coxas de tocam. A proximidade dos rostos deixa ainda mais profunda a fragrância.
O sentimento inicial é de encanto. Porém, a aversão se infiltra diante das ausências. A ira penetra com o ciúmes do assédio. A vida que segue conforme o vento deixa espaços vazios que nem o doce cheirinho do travesseiro dele ajuda a completar. O estádio se torna estranho. O pagode fica mais triste do que já é. As coxas, bem, as coxas permanecem lindas, mas isso não vem ao caso no momento.
Enfim, o tipinho se torna dispensável. As mágoas são aliviadas com um choro mansinho no ombro de uma amiga. É hora de seguir em frente e procurar outra pessoa. Qual será a nova categoria a ser explorada? Não tenho certeza. A dos músicos me parece atraente. Sempre quis receber uma declaração em forma de letra e melodia. Só lamento pelas coxas.
Ananda Etges, Jornalismo de Opinião.
Pois bem, tais jogadores constituem um tipinho. Eles andam em pequenos bandos. Saem perfumados, possuem um cheiro avassalado. É algo inexplicável, eles passam e a vontade é dar meia volta e seguir eternamente aquele aroma.
Os jogadores de futebol têm também um jeito único de andar. O gingado vai além dos dribles, ele é incorporado passo a passo. O bumbum prodigioso acompanha o movimento. Outra peculiaridade do dito tipinho é o gosto pelo pagode. Eles até dançam, e muito bem por sinal. A mão ao redor da cintura une os dois corpos. Os pés conduzem o movimento. As coxas de tocam. A proximidade dos rostos deixa ainda mais profunda a fragrância.
O sentimento inicial é de encanto. Porém, a aversão se infiltra diante das ausências. A ira penetra com o ciúmes do assédio. A vida que segue conforme o vento deixa espaços vazios que nem o doce cheirinho do travesseiro dele ajuda a completar. O estádio se torna estranho. O pagode fica mais triste do que já é. As coxas, bem, as coxas permanecem lindas, mas isso não vem ao caso no momento.
Enfim, o tipinho se torna dispensável. As mágoas são aliviadas com um choro mansinho no ombro de uma amiga. É hora de seguir em frente e procurar outra pessoa. Qual será a nova categoria a ser explorada? Não tenho certeza. A dos músicos me parece atraente. Sempre quis receber uma declaração em forma de letra e melodia. Só lamento pelas coxas.
Ananda Etges, Jornalismo de Opinião.
REATIVADO!
Oi!
Aqui estou para reativar o blog!
Agora irei postar textos feitos para a faculdade e alguma coisa solta, criações das horas livres!
Espero que gostem!
Um grande abraço!!!
Aqui estou para reativar o blog!
Agora irei postar textos feitos para a faculdade e alguma coisa solta, criações das horas livres!
Espero que gostem!
Um grande abraço!!!
20.11.06
O feitiço contra os feiticeiros
Sorriso aberto, cabelos soltos e celular na mão. É assim que Deca Soares se apresenta. A jovem é jornalista e trabalha na editoria de esportes da Zero Hora. Na sua companhia está Gabriel Camargo, colega do jornal. Os dois parecem confortáveis na posição que não costumam estar: a de entrevistados. Ao olhar atento dos estudantes do curso de extensão “Jornalismo Esportivo na Prática”, eles começaram a falar sobre as suas rotinas e sobre os desafios da profissão.
Como a semana era do Gre-Nal após o dos incidentes do dia 30 de julho no Beira-Rio, onde banheiros foram queimados pela torcida gremista, perguntas sobre o assunto foram inevitáveis. A violência nos estádios em si foi abordada. Gabriel afirmou que quando vai a trabalho em um jogo fica difícil analisar as questões relacionadas à arquibancada. A imprensa tem um acesso diferente e não permanece em contato direto com a “galera”. Deca ressaltou que a prevenção é o caminho diante das complicações atuais, “a segurança é fundamental”.
Apesar de o assunto futebol prevalecer inclusive nas páginas dos jornais, na conversa Deca lembrou a importância de apresentar e divulgar os outros esportes na mídia. Ela é editora de esportes amadores e expôs que é uma área fascinante para ser explorada. O espaço é pequeno, mas as maneiras de trabalhar são muito grandes. Os atletas são mais disponíveis e os assessores fornecem materiais variados.
O curso tem um número elevado de mulheres. A pergunta para Deca sobre a presença feminina em um universo antes dominado por homens foi inevitável. Ela afirmou que tem muito respeito nas relações e que dentro da redação não existe preconceito. Gabriel lembrou o clima descontraído da editoria de esportes, constantemente o grupo faz churrascos ou se reúne. Ele ainda brinca: “Às vezes chega a ser difícil de trabalhar”.
Os dois profissionais se despedem dos focas (maneira como são chamados os iniciantes na área jornalística). Um desejo de boa sorte permanece. A possibilidade de cruzar em uma situação diferente, como colega, por exemplo, também.
Como a semana era do Gre-Nal após o dos incidentes do dia 30 de julho no Beira-Rio, onde banheiros foram queimados pela torcida gremista, perguntas sobre o assunto foram inevitáveis. A violência nos estádios em si foi abordada. Gabriel afirmou que quando vai a trabalho em um jogo fica difícil analisar as questões relacionadas à arquibancada. A imprensa tem um acesso diferente e não permanece em contato direto com a “galera”. Deca ressaltou que a prevenção é o caminho diante das complicações atuais, “a segurança é fundamental”.
Apesar de o assunto futebol prevalecer inclusive nas páginas dos jornais, na conversa Deca lembrou a importância de apresentar e divulgar os outros esportes na mídia. Ela é editora de esportes amadores e expôs que é uma área fascinante para ser explorada. O espaço é pequeno, mas as maneiras de trabalhar são muito grandes. Os atletas são mais disponíveis e os assessores fornecem materiais variados.
O curso tem um número elevado de mulheres. A pergunta para Deca sobre a presença feminina em um universo antes dominado por homens foi inevitável. Ela afirmou que tem muito respeito nas relações e que dentro da redação não existe preconceito. Gabriel lembrou o clima descontraído da editoria de esportes, constantemente o grupo faz churrascos ou se reúne. Ele ainda brinca: “Às vezes chega a ser difícil de trabalhar”.
Os dois profissionais se despedem dos focas (maneira como são chamados os iniciantes na área jornalística). Um desejo de boa sorte permanece. A possibilidade de cruzar em uma situação diferente, como colega, por exemplo, também.
29.10.06
Segunda visita
No dia 28 de outubro foi a vez do grupo do curso do qual eu faço parte ir até o estádio Olímpico. Nos encontramos às 8h com o Alexandre Praetzel. Começamos a visita pela parte de imprensa onde conhecemos Haroldo Santos, responsável pelo segmento de comunicação do Grêmio, e Madonna, cadela mascote do Clube.
Haroldo explicou como as coisas funcionam na assessoria. Comentou os projetos do tricolor gaúcho, entre eles, a Grêmio TV. Em seguida, fomos acompanhar o treino dos reservas do time principal. No caminho, encotramos com Luciano Calheiros, repórter da RBS TV. Ele contou um pouco da sua rotina e de quando veiu trabalhar no Rio Grande do Sul (Luciano é carioca).
Por volta das 10h10min, os titulares e o técnico Mano Menezes chegaram. Alexandre nos chamou para conversar com Paulo Pelaipe, dirigente do Grêmio. Fizemos algumas perguntas, foi bem interessante.
Depois, fomos conhecer as futuras instalações da Grêmio TV. É um projeto inovador. Porém, o momento mais esperado, pelo menos por mim, se aproximava. Nós iriamos poder fazer perguntas para os jogadores após o treino. Chegada a hora, para minha feliz surpresa, fique encarregada de fazer uma pergunta para o Lucas! Eu admiro muito ele, é um grande jogador. Além dele, Léo Lima e Tcheco foram selecionados para dar entrevista.
Encerramos as atividade por volta do meio dia. Fomos elogiados pelo Praetzel, ele disse que fizemos boas perguntas e mantivemos uma postura adequada. Foi uma manhã de grandes experiências.
Haroldo explicou como as coisas funcionam na assessoria. Comentou os projetos do tricolor gaúcho, entre eles, a Grêmio TV. Em seguida, fomos acompanhar o treino dos reservas do time principal. No caminho, encotramos com Luciano Calheiros, repórter da RBS TV. Ele contou um pouco da sua rotina e de quando veiu trabalhar no Rio Grande do Sul (Luciano é carioca).
Por volta das 10h10min, os titulares e o técnico Mano Menezes chegaram. Alexandre nos chamou para conversar com Paulo Pelaipe, dirigente do Grêmio. Fizemos algumas perguntas, foi bem interessante.
Depois, fomos conhecer as futuras instalações da Grêmio TV. É um projeto inovador. Porém, o momento mais esperado, pelo menos por mim, se aproximava. Nós iriamos poder fazer perguntas para os jogadores após o treino. Chegada a hora, para minha feliz surpresa, fique encarregada de fazer uma pergunta para o Lucas! Eu admiro muito ele, é um grande jogador. Além dele, Léo Lima e Tcheco foram selecionados para dar entrevista.
Encerramos as atividade por volta do meio dia. Fomos elogiados pelo Praetzel, ele disse que fizemos boas perguntas e mantivemos uma postura adequada. Foi uma manhã de grandes experiências.
Domingo de sol
No dia 22 de outubro começamos a parte realmente prática do curso. A turma foi dividida em dois grupos e o meu ficou responsável pela cobertura do jogo Inter B X 14 de Julho, pela Copa FGF. A partida foi no estádio Beira-Rio e às 10h15min, como havia sido combinado, nos encontramos com o Alexandre Praetzel.
As tarefas do dia foram separadas. Eu fiquei encarregada do craque. O meu trabalho deveria ser pensado para o jornal. A colega Clarissa pegou a mesma função que eu só que sua produção deveria ser para o rádio.
Depois de organizados estávamos livres para desvendar os mistérios territoriais. Foi emocionante passar pelos mesmos corredores que ídolos como o Fernandão atravessam constantemente. Quando cheguei ao campo tive a sensação de que haviam milhares de pessoas me olhando, gritando e vibrando como se fosse a final de um campeonato importantíssimo.
Talvez não era um jogo relevante, mas foi maravilhoso. Claro que alguns fatores atrapalharam, o principal deles foi o sol, porém tudo aconteceu de forma tranqüila. No intervalo, momento de entrevistar jogadores e técnicos. Depois, tivemos um tempinho e entramos em uma sala onde provavelmente são dadas instruções e palestras para os jogadores. Lá tiramos algumas fotos, foi um momento “fanáticos por futebol”.
Segundo tempo, mais entrevistas e a continuidade do jogo. Minutos antes do fim da partida, tive que ir embora. Como Grêmio X São Paulo prometia muitos torcedores, fui o mais cedo possível para o estádio Olímpico, para evitar tumulto.
De noite, em casa, que percebi as conseqüências de um dia de sol e muito futebol sem protetor solar. Com o rosto vermelho, os braços doendo e as pernas mutiladas fui dormir.
OBS.: Ainda devo o texto sobre a coletiva realizada com Pedro Paulo Záchia. Assim que possível irei publicar.
As tarefas do dia foram separadas. Eu fiquei encarregada do craque. O meu trabalho deveria ser pensado para o jornal. A colega Clarissa pegou a mesma função que eu só que sua produção deveria ser para o rádio.
Depois de organizados estávamos livres para desvendar os mistérios territoriais. Foi emocionante passar pelos mesmos corredores que ídolos como o Fernandão atravessam constantemente. Quando cheguei ao campo tive a sensação de que haviam milhares de pessoas me olhando, gritando e vibrando como se fosse a final de um campeonato importantíssimo.
Talvez não era um jogo relevante, mas foi maravilhoso. Claro que alguns fatores atrapalharam, o principal deles foi o sol, porém tudo aconteceu de forma tranqüila. No intervalo, momento de entrevistar jogadores e técnicos. Depois, tivemos um tempinho e entramos em uma sala onde provavelmente são dadas instruções e palestras para os jogadores. Lá tiramos algumas fotos, foi um momento “fanáticos por futebol”.
Segundo tempo, mais entrevistas e a continuidade do jogo. Minutos antes do fim da partida, tive que ir embora. Como Grêmio X São Paulo prometia muitos torcedores, fui o mais cedo possível para o estádio Olímpico, para evitar tumulto.
De noite, em casa, que percebi as conseqüências de um dia de sol e muito futebol sem protetor solar. Com o rosto vermelho, os braços doendo e as pernas mutiladas fui dormir.
OBS.: Ainda devo o texto sobre a coletiva realizada com Pedro Paulo Záchia. Assim que possível irei publicar.
A experiência encontra a juventude
Silvio Luis Gomes Benfica esteve no dia 21 de outubro na Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Ele conversou com os alunos do curso “Jornalismo Esportivo na Prática” sobre a sua trajetória profissional.
O jornalista tem 51 anos de idade e 36 deles são dedicados ao rádio. Seu pai trabalhava na emissora de Osório e foi lá que com 15 anos entrou no mercado de trabalho. Um ano depois, o jovem teve que assumir a responsabilidade de sustentar a família após o falecimento do pai.
Devido as dificuldades na adolescência, Benfica não teve possibilidade de cursar uma faculdade, embora pensasse no assunto. Ele fez um curso de contabilidade e apenas anos mais tarde conseguiu registro profissional de jornalista e de radialista. Ele afirmou que se sente frustrado por não ter freqüentado as salas de aula do ensino superior. O profissional relatou também que procura superar na prática a falta da base teórica.
Benfica já fez a cobertura de quatro Copas do Mundo e de dois Mundiais Interclubes. Provavelmente ele irá ao Japão de novo esse ano com o Internacional. Para ele, não há dentro do jornalismo esportivo nenhuma experiência tão relevante quanto um evento mundial. Tem fatores complicados, como a distância dos familiares, a quantidade de dias fora, porém, é um desafio permanente.
Um fato interessante relatado por Benfica envolve a Copa de 1990. Ele contou que tinha sido confirmado para ir fazer a cobertura na Itália, entretanto, um mês antes foi cortado em função do Plano Collor que mudou a situação do país. No início, ele ficou muito decepcionado e envergonhado, pensou até em sair da Rádio Gaúcha, local em que trabalha ainda hoje. Contudo, pensou melhor e viu que o problema não era com ele, mas sim com a emissora que vivia um momento delicado.
Diante de toda a história profissional narrada, Benfica deixou alguns ensinamentos aos focas (maneira que são chamados os jovens jornalistas). Além de expor o lado fascinante da profissão na área de esportes, ele ressaltou a importância da informação de maneira geral. A relação com os ouvintes também foi lembrada. É essencial se colocar no lugar de quem está do outro lado do rádio. O profissional encerrou com um ensinamento de Mendes Ribeiro, de que jamais devemos ser auto-suficientes como jornalistas. Também aconselhou os estudantes a lerem muito. No fim, Benfica foi aplaudido e agradecido por compartilhar tantos anos de profissão.
O jornalista tem 51 anos de idade e 36 deles são dedicados ao rádio. Seu pai trabalhava na emissora de Osório e foi lá que com 15 anos entrou no mercado de trabalho. Um ano depois, o jovem teve que assumir a responsabilidade de sustentar a família após o falecimento do pai.
Devido as dificuldades na adolescência, Benfica não teve possibilidade de cursar uma faculdade, embora pensasse no assunto. Ele fez um curso de contabilidade e apenas anos mais tarde conseguiu registro profissional de jornalista e de radialista. Ele afirmou que se sente frustrado por não ter freqüentado as salas de aula do ensino superior. O profissional relatou também que procura superar na prática a falta da base teórica.
Benfica já fez a cobertura de quatro Copas do Mundo e de dois Mundiais Interclubes. Provavelmente ele irá ao Japão de novo esse ano com o Internacional. Para ele, não há dentro do jornalismo esportivo nenhuma experiência tão relevante quanto um evento mundial. Tem fatores complicados, como a distância dos familiares, a quantidade de dias fora, porém, é um desafio permanente.
Um fato interessante relatado por Benfica envolve a Copa de 1990. Ele contou que tinha sido confirmado para ir fazer a cobertura na Itália, entretanto, um mês antes foi cortado em função do Plano Collor que mudou a situação do país. No início, ele ficou muito decepcionado e envergonhado, pensou até em sair da Rádio Gaúcha, local em que trabalha ainda hoje. Contudo, pensou melhor e viu que o problema não era com ele, mas sim com a emissora que vivia um momento delicado.
Diante de toda a história profissional narrada, Benfica deixou alguns ensinamentos aos focas (maneira que são chamados os jovens jornalistas). Além de expor o lado fascinante da profissão na área de esportes, ele ressaltou a importância da informação de maneira geral. A relação com os ouvintes também foi lembrada. É essencial se colocar no lugar de quem está do outro lado do rádio. O profissional encerrou com um ensinamento de Mendes Ribeiro, de que jamais devemos ser auto-suficientes como jornalistas. Também aconselhou os estudantes a lerem muito. No fim, Benfica foi aplaudido e agradecido por compartilhar tantos anos de profissão.
23.10.06
Matéria para a Cyberfam
Curso de Jornalismo Esportivo inicia na PUCRS
Começou no dia 21 de outubro o curso de extensão “Jornalismo Esportivo na Prática”. Os ministrantes são Alexandre Praetzel, da Rádio Bandeirantes, e Leonardo Oliveira, da Zero Hora. O coordenador é Luciano Klöckner. As aulas serão aos sábados de manhã na Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Cerca de 30 pessoas estão inscritas na atividade. É notável a presença de mulheres. Serão cinco semanas de aulas e durante o período serão ouvidos diversos profissionais do jornalismo esportivo. Os alunos irão ainda visitar os estádios Beira-Rio e Olímpico, além de fazer cobertura de alguns jogos.
Na primeira aula houve uma apresentação de cada um. Os professores comentaram sobre o mercado de trabalho e sobre as responsabilidades exigidas de um profissional da área. Quatro palavras foram indicadas como fundamentais: informação, credibilidade, isenção e personalidade.
Em um segundo momento, os estudantes tiveram a oportunidade de conversar com Sílvio Luis Gomes Benfica. Ele contou um pouco da sua trajetória pessoal e profissional. Já são 36 anos de rádio. Atualmente, ele trabalha na Rádio Gaúcha. Em seu relato, fica clara a sua paixão pelo jornalismo, profissão que ele define como um desafio diário. Sílvio Benfica também ressaltou a importância da informação geral para completar um jornalista esportivo.
Após um pequeno intervalo, foi a vez de Pedro Paulo Záchia contribuir com o curso. Foi realizada uma entrevista coletiva com ele. Záchia é diretor de esportes da Rádio Bandeirantes e Presidente do Conselho do Internacional. Ele já foi três vezes presidente do clube Colorado. Foram abordados assuntos ligados com a situação atual do Inter, a sua relação com o time e o seu trabalho na área jornalística.
Antes do fim da manhã os alunos ainda foram organizados em dois grupos para as visitas aos estádios e para os primeiros jogos a serem acompanhados. A primeira turma realizou cobertura do jogo do Inter B contra o 14 de Julho, ontem no Beira-Rio. Também foi realizado um teste de conhecimentos sobre esportes em geral e um boletim individual de rádio.
Começou no dia 21 de outubro o curso de extensão “Jornalismo Esportivo na Prática”. Os ministrantes são Alexandre Praetzel, da Rádio Bandeirantes, e Leonardo Oliveira, da Zero Hora. O coordenador é Luciano Klöckner. As aulas serão aos sábados de manhã na Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Cerca de 30 pessoas estão inscritas na atividade. É notável a presença de mulheres. Serão cinco semanas de aulas e durante o período serão ouvidos diversos profissionais do jornalismo esportivo. Os alunos irão ainda visitar os estádios Beira-Rio e Olímpico, além de fazer cobertura de alguns jogos.
Na primeira aula houve uma apresentação de cada um. Os professores comentaram sobre o mercado de trabalho e sobre as responsabilidades exigidas de um profissional da área. Quatro palavras foram indicadas como fundamentais: informação, credibilidade, isenção e personalidade.
Em um segundo momento, os estudantes tiveram a oportunidade de conversar com Sílvio Luis Gomes Benfica. Ele contou um pouco da sua trajetória pessoal e profissional. Já são 36 anos de rádio. Atualmente, ele trabalha na Rádio Gaúcha. Em seu relato, fica clara a sua paixão pelo jornalismo, profissão que ele define como um desafio diário. Sílvio Benfica também ressaltou a importância da informação geral para completar um jornalista esportivo.
Após um pequeno intervalo, foi a vez de Pedro Paulo Záchia contribuir com o curso. Foi realizada uma entrevista coletiva com ele. Záchia é diretor de esportes da Rádio Bandeirantes e Presidente do Conselho do Internacional. Ele já foi três vezes presidente do clube Colorado. Foram abordados assuntos ligados com a situação atual do Inter, a sua relação com o time e o seu trabalho na área jornalística.
Antes do fim da manhã os alunos ainda foram organizados em dois grupos para as visitas aos estádios e para os primeiros jogos a serem acompanhados. A primeira turma realizou cobertura do jogo do Inter B contra o 14 de Julho, ontem no Beira-Rio. Também foi realizado um teste de conhecimentos sobre esportes em geral e um boletim individual de rádio.
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